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Famílias ribeirinhas de Estreito são atingidas pela cheia do Rio Tocantins

Problema se agravou após Usina Hidrelétrica de Estreito aumentar a vazão de água.

10/01/2022 21h09 Atualizada há 2 semanas
Por: Angra Nascimento
Famílias ribeirinhas de Estreito são atingidas pela cheia do Rio Tocantins

ESTREITO - O nível do Rio Tocantins não para de subir em Estreito, a situação se agravou após a Usina Hidrelétrica de Estreito (UHE) aumentar a vazão de água, o que trouxe transtornos e risco aos ribeirinhos.

O Consórcio Estreito Energia, Ceste, órgão que administra a UHE em Estreito, até emitiu comunicados do aumento da vazão da água, porém não presta qualquer assistência aos ribeirinhos nem mesmo realiza trabalho social junto as famílias. 

A Prefeitura de Estreito, emergencialmente, teve de reunir pessoal, recursos e arregaçar as mangas para evitar o pior, como sempre acaba sobrando para o poder público municipal quando na verdade deveria ser o Ceste a competência de fiscalizar e impedir os ribeirinhos de construírem e ocuparem as áreas de risco.

Que se tenha notícia nenhuma equipe do Ceste, seja diretoria ou qualquer representante entrou em contato com órgãos públicos municipais para organizar uma frente de ajuda emergencial as pessoas atingidas. Enquanto isso, o lago da UHE que fica acima da barragem está no nível mais baixo da história, a justificativa é que a água foi liberada por conta do grande volume de chuvas que ocorreram e o que é esperado futuramente. Enquanto isso a população tem de sair das suas casas sem saber se na volta as elas resistirão a enchente. 

Esperava-se que o Ceste por toda sua propaganda midiática de responsabilidade social, tivesse uma ação e de fato o mínimo de responsabilidade, pois já que não foi realizada a fiscalização afim de impedir as construções e moradias irregulares as margens do Rio, onde os moradores já foram inclusive indenizados, poderia o órgão acolher essa parte da população que é vítima direta da barragem, mas até o presente momento nada foi feito pelo Ceste.

A Secretária de Assistência Social de Estreito, Amanda Cunha, juntamente com a Defesa Civil, diversos profissionais, incluindo uma Psicóloga e Assistentes Sociais além do Corpo de Bombeiros, estão de plantão fazendo o que é possível. 

A população ribeirinha já recebeu cestas básicas e também foi providenciado um espaço para alojar as famílias afetadas, bem como transporte para retirada dos pertences e móveis das casas dos ribeirinhos.

A situação segundo boletins meteorológicos e a previsão de liberação da água na UHE mostram que a situação pode ficar ainda pior. Enquanto a água desce e o lago seca, a população é esquecida por quem deveria mostrar "responsabilidade"  quando na verdade ignora o problema causado pela UHE e prefere colocar a culpa na natureza.

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